‘Frost/Nixon’ mostra a importância da pesquisa jornalística e o desafio da entrevista

Em 1977, o apresentador britânico David Frost (Michael Sheen), conhecido por seus programas satíricos na rede BBC, decide levar a cabo um projeto ambicioso: o de entrevistar Richard Nixon (Frank Langella), ex-presidente dos Estados Unidos. Nixon havia renunciado 3 anos antes por causa do caso Watergate e, desde então, mantivera silêncio sobre o polêmico caso, silêncio que Frost queria quebrar.

Depois de um investimento de 2 milhões de dólares tirados do próprio bolso, dos quais 600 mil são pagos a Nixon para conceder a entrevista, Frost se prepara. É assim que começa o filme Frost/Nixon, com direção de Ron Howard e elenco de Frank Langella, Michael Sheen, Kevin Bacon e Rebecca Hall. O entrevistador, além de ter que lidar com o cachê do ex-presidente, também enfrenta vários obstáculos, como a falta de confiança de sua equipe por não ser um jornalista, e o comportamento defensivo do presidente. Um dos temas mais delicados de que Frost quer tratar é o do escândalo de Watergate, que foi retratado no filme Todos os homens do Presidente, também resenhado no site da CS Online.

A produção mostra como a pesquisa, o preparo e o comportamento influenciam na entrevista, que é a base de qualquer trabalho jornalístico. Frost, mesmo não sendo jornalista, consegue arrancar declarações reveladoras de Nixon. A desenvoltura e a atenção fizeram com que um ex-apresentador conseguisse uma das entrevistas mais reveladoras e importantes do século XX.

JP Ribeiro 

ACI / UNITAU

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *