Marketing de influência: qualidade e quantidade nem sempre são sinônimo de resultado

Por Thiago Cavalcante*

É fato que hoje as pessoas querem conexão real com quem indica algum produto ou serviço. Mas o marketing de influência não é novo. Sempre foi estratégia essencial de negócio ao longo da história, ao associar a imagem de uma marca a uma personalidade, gerando visibilidade. O que ocorre é que se popularizou e ganhou nova dimensão com os endossos de celebridades cada vez mais acessíveis, devido à internet, seu uso massivo e o advento das plataformas sociais, como Instagram, Facebook e Twitter.

Image by Gerd Altmann from Pixabay

Pesquisa do Ibope revela que mais de 70% dos brasileiros são internautas e isso se reflete diretamente na relação com os influenciadores digitais. Quanto mais estreita essa relação, maior a confiança nas resenhas online e recomendações pessoais. Eis aí o valor dos influenciadores para uma empresa. Tanto é assim que a intenção de investir no marketing de influência cresce ano a ano, assim como sua fatia no orçamento previsto.

Há projeções de que o TAM (mercado total endereçável) do marketing de influência vá bater a casa dos R$ 10 bilhões em 2021. Entende-se por TAM o total de receita disponível no mercado para serviços envolvendo influenciadores. Essa perspectiva também foi impulsionada pela pandemia, que consolidou de vez a era do boca a boca digital ao destacar o poder de divulgação na internet.

E neste jogo, ganha quem souber construir a estratégia correta. Há quem ainda aborde o influenciador diretamente, mas a maioria já assimilou, por experiência própria, que há muito mais por trás da escolha do que meramente número de seguidores. É que as campanhas estão cada vez mais direcionadas e personalizadas, muito mais focadas em resultados.

Vale lembrar que não foram só as empresas que entenderam os rumos do marketing de influência. Os influenciadores também evoluíram no decorrer dos anos, ampliando o mercado para pessoas comuns, que se tornaram populares a partir de hashtags, por exemplo. Como elas podem ser pesquisadas e conectadas a outras postagens relevantes, é possível que qualquer um se torne influenciador usando as palavras certas, alcançando seu público-alvo e ganhando seguidores.

É claro que outros fatores como conteúdo com informação relevante, ideias semelhantes aos dos internautas, interação, reputação e até sorteios de brindes fazem parte do arsenal de táticas para vencer o jogo e arrebatar os seguidores. E tudo isso interfere diretamente na promoção de uma marca ou empresa.

Agora, se qualidade e quantidade nem sempre são equivalentes e, muito menos, sinônimo de resultado, o que conta é a escolha estratégica para a campanha adequada. Hoje já há influenciadores para todas as situações, desde nano – aqueles com até mil seguidores –, até celebridades, com mais de cinco milhões. Basta saber o que convém para monetizar as ferramentas de marketing digital, em constante renovação. Isso tudo leva a crer que o futuro é promissor.

*Thiago Cavalcante é diretor de atendimento e novos negócios na Inflr e Adaction Brasil

Fonte: Compliance Comunicação – Assessoria de Imprensa

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