O futuro da Propaganda e a Propaganda do futuro

“Você quer nosso plano Premium e ficar sem os anúncios?” “Claro!”
“4 segundos e você pode pular os anúncios.” “Com certeza”

Quando eu escolhi ser publicitário, eu não queria rotina de jeito nenhum. E se era isso que eu queria, a propaganda só veio se transformando de lá para cá. Nem eu e nem ninguém tem a menor dúvida. Isso é que é o mais interessante, porque o que mudou foi o jeito de dialogar e se conectar com as pessoas. Ainda bem. Seria chato demais fazer as coisas do mesmo jeito sempre e esse é o desafio para nós, publicitários. Então, imaginar a propaganda do futuro é ir pelo caminho do propósito que ela tem: a necessidade de empresas e organizações se aproximarem de pessoas para oferecerem seus produtos e expandirem suas causas. E é exatamente o que vai continuar a existir por muito tempo.

Imagem de truthseeker08 por Pixabay

 

Exatamente porque essa profissão cria a conexão entre o público e uma empresa, ou instituição, eu aprendi muito sobre o universo de todas as outras profissões: Médico, Engenheiro, Advogado… por que sempre precisaremos explicar e transformar tudo o que é complexo em fácil e compreensível para as pessoas, buscando sempre a atração e a atenção delas sobre cada um desses mundos, de forma que queiram fazer parte deles, seja na compra de um produto, abraçando uma causa, ou tomando alguma atitude.

Se nada parece ser mais permanente num mundo tão volátil, para nós, publicitários, já é o presente. Repare como as pessoas um dia se reuniam em torno de uma tela de TV e hoje são as telas reunidas em torno das pessoas. Certo? A propaganda se reinventa enquanto a essência continua a mesma dos livros clássicos – Arte e Negócios – dentro de um novo ambiente. A parte de Negócios evolui sensivelmente, levando a propaganda para estar ainda mais próxima da área comercial e exigindo de nós uma base de inteligência de dados e leituras de gráficos para eliminar achismos e enrolações que sempre foram fantasmas a rondar a nossa área. A pergunta “isso vai dar certo?” está cada dia mais estratégica e embasada. Ao mesmo tempo, a parte Criativa precisa sempre arriscar, experimentar e seguir atraente para encantar o público. A frase “Olha que diferente isso, que legal!” vai fugindo dos formatos, sendo muito mais inclusiva e encontrando mais a direção do conteúdo audiovisual, da inserção dentro do entretenimento e das experiências que unam físico e digital, a ponto do termo “figital” passar a fazer algum sentido.

Big Data, Video Streaming, VR, AI, IOT, 5G são todos recursos estratégicos que nossa área passa a usar para conectar o dia à noite, a água ao óleo, o ar à terra, sempre procurando ligar as pontas e criar experiências. As oportunidades em que eu tive maior retorno financeiro foram exatamente quando ousei mais para encontrar a resposta de como unir essas realidades e alinhar os pontos de vista que eram mais distantes. Temos que unir a eficiência com a inquietude constantemente, porque é fora da zona de conforto que a inovação surge e o que nos conduz a fazer o diferente. Isso sim acontece hoje e é como sempre foi. Afinal de contas, o igual já foi visto por todo mundo.

Gustavo Gobbato

Diretor de Inteligência da Alchemy, publicitário formado pela UNITAU, pós graduado em Administração de Marketing pela FAAP, Professor da FAAP e da UNITAU

ACI / Unitau

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