O lado negro das métricas?

Por Rebecca Goulart

As métricas registradas pelos softwares de web analytics monitoram o percurso dos usuários nos sites cadastrados e sistematiza uma série de registros, tais como origem dos acessos, páginas mais acessadas, tempo de permanência por página, número de usuários únicos e número de páginas visualizadas por usuário. O que dá suporte para os veículos de comunicação se destacarem entre os concorrentes, pois sabendo as preferências do público, é possível criar estratégias caça-cliques para aumentar os acessos. As métricas geram informações valiosas também para os anunciantes, ou seja, além do ponto de vista editorial, as métricas estão também relacionadas com a eficiência dos negócios dos veículos jornalísticos na internet.

Esses softwares tem tanto o lado positivo como o negativo. E por outro lado, o que era para ser uma revolução acaba por causar estranheza, em que o que realmente passa a importar é a notícia mais acessada, independentemente de sua qualidade e relevância pública o que dá espaço para notícias sensacionalistas e também não há como saber se o leitor realmente compreendeu de forma efetiva a notícia. Muito se questiona também se o software dá conta das particularidades do produto jornalístico ou se é necessário pensar numa ferramenta específica para os webjornais.

É preciso, muitas vezes, questionar os processos e analisar as implicações dessas novas possibilidades tecnológicas para que seja feito o uso de forma correta com um padrão textual que atraia um possível público leitor, agregando na publicidade da notícia de forma eficaz, fazendo com que as pessoas se interessem pela pauta, visto que aguça a curiosidade do leitor, obrigando-o a clicar no link para saber mais informações, o que, de certa forma, foge da ética jornalística.

Texto produzido como parte das avaliações da disciplina Análise e Monitoramento de Redes Sociais

ACI – Unitau

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