Palestrantes incentivam alunos a se tornarem mudanças sociais

Na noite de quinta-feira (26), a 40ª SECOM movimentou o Departamento de Comunicação Social com o Painel “Ideias que mudam o Mundo”. Um trio para lá de especial trouxe conceitos, projetos e posturas inovadoras e humanas para o penúltimo dia do evento.

Tudo começou com Guilhermo Codazzi, editor-chefe de “OVALE” e “Gazeta de Taubaté”, apresentou seu projeto “Cartas Perdidas”, que começou com intervenções que objetivavam espalhar cartas com mensagens positivas e de amor ao próximo em papel e, parques, praças e espaços públicos. A iniciativa ecoou e conseguiu mobilizar pessoas, a partir da repercussão que alcançou, o projeto pessoal ganhou força e tornou-se um projeto social que hoje envolve grupos de pessoas marginalizadas, “invisíveis”, como nomeia Codazzi.

Assim, as cartas perdidas encontram seus remetentes em asilos, hospitais, orfanatos, nas ruas. A mola propulsora para esse tipo de iniciativa é a mesma para os três palestrantes, o respeito ao ser humano. Sentimento que se manifesta nas ações que os três protagonizam em seus ambientes de trabalho e na vida.

Na sequência, Douglas Soares, conselheiro tutelar em São José dos Campos, apresenta os resultados se sua dissertação de mestrado sobre Economia Criativa. De forma didática e explicativa, apresentou os conceitos de teóricos de diversos países, e destacou a diversidade e a criatividade como fatores determinantes para gerar inovação. Como exemplo, trouxe ações governamentais de criação de bibliotecas comunitárias em comunidades mais pobres. Em um país onde existem muita criminalidade e cartéis de crime organizado, atribui-se a essa ação a diminuição da violência, além de contribuir para o cenário cultural, social e político daqueles lugares.

Entusiasta da criatividade e da juventude Soares afirma que “o jovem precisa se permitir, isso vai fazer com que sua criatividade acabe eclodindo, ela vem naturalmente, pois todos nós somos criativos”. Ele acredita que é preciso dar espaço para que a criatividade venha à tona. “O principal é o que fazer com ela, pois pensar e não fazer nada faz com que ela se perca, temos que colocar em prática, precisamos ter coragem”, completou o conselheiro.

Para fechar a noite, Leila Luz, a primeira líder global de Diversidade e Inclusão da BRF.  Com um discurso a favor da equidade, buscou mostrar a necessidade da empatia com o outro, do enfrentamento pessoal do viés inconsciente, que automaticamente “excluem” os outros. A indiferença também é uma forma de exclusão.  “A gente sempre está a uma pergunta de distância do outro, então se você está a frente de uma pessoa deficiente, pergunte se ela precisa de ajuda, se pode chegar perto, é aí que estão nossas barreiras, nossos preconceitos”, exemplifica.

O posicionamento que adota na empresa é de luta pelos direitos de igualdade nas instituições e trouxe dados que demonstraram como mulheres e negros ainda são minorias nos ambientes corporativos e como isso aumenta quando em posições de direção. Leila declara que trabalhar não é somente estar lá, e sim sentir que faz parte da empresa, e sempre fazer o papel de “heroína”, engajar e estimular os funcionários a terem um canal aberto para trabalha.

A última noite da 40ª SECOM, 27 promete um encerramento de conteúdo e festividade. Para acompanhar o que tudo o que aconteceu, entre nas redes sociais da Comunica.

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Igor Vega, João Pedro Barros e Jonas Sousa
ACI / UNITAU

 

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