XII Encontro de Humanidades e GELP 2017

Em comemoração aos 100 anos da Revolução Russa, a comissão do Instituto Básico de Humanidades (IBH) apresentou nesta quarta-feira (02/09) no Departamento de Comunicação Social da Unitau, o XII Encontro de Humanidades e o V Encontro do Grupo de Estudos em Língua Portuguesa, estrangeiras e Libras, que contou com uma mesa redonda com o tema Política, Educação e Comunicação no Pós-Revolução Russa 1917. A temática levantada teve como mediador o Prof. Dr. Silvio Luis da Costa, que indagou o assunto, passando a voz em seguida aos educadores participantes, Profa. Bernadete Queiroz, Profa. Dr. Eveline Mattos e Prof. Me. César Augusto.

A mesa teve inicio com um breve resumo da Pré-Revolução do século XX, com a Profa. Bernadete Queiroz, relembrando a época de uma Rússia economicamente atrasada, vivendo de forma agrária, na qual os trabalhadores viviam uma extrema miséria e pobreza, pagando altos impostos para manter um poder absolutista, o que fez com que a Rússia passasse por conflitos e guerras. Em seguida, a participante enfatizou o legado deixado pela revolução, que até hoje é tomada como base para a discussão dos Direitos dos trabalhadores no mundo inteiro.

Foto: Aguinaldo de Jesus
Foto: Aguinaldo de Jesus

A Profa. Dr.Eveline Mattos, seguindo a temática, levantou a questão sobre o que mudou após a Revolução Russa no que tange a filosofia e ao modo como os intelectuais estavam pensando de como enxergar a vida, em destaque o filósofo Russo Mikhail Mikhailovich Bakhtin (1895-1975). A participante falou sobre como ele foi o líder intelectual de um grupo que ficou conhecido como “Círculo de Bakhtin“, que discutia questões de comunicação, relações humanas dentro de uma filosofia marxista. Apresentando os pensamentos de Bakhtin, a Dr. Eveline enfatizou a grande contribuição, que foi o legado dos estudos da linguagem do filósofo.

Foto: Aguinaldo de Jesus
Foto: Aguinaldo de Jesus

Por fim, o Prof. Me. César Augusto falou sobre os três pontos que alimentam a revolução. Inicialmente a utopia, a capacidade que todos os seres humanos têm de se colocarem numa condição evolucionaria. Já no segundo ponto, o participante retomou as reflexões revolucionárias de Bakhtin, mas deu mais ênfase ao marxista filósofo Antonio Gramsci, falando sobre educação e o conceito de escola única. O terceiro ponto foi sobre o que sobrou da revolução russa, o ódio, o preconceito, a distância, a morte das ideologias, alienação generalizada, um povo que acredita que a escola é igual. Terminando o debate, o participante propôs que todos revisassem o melhor momento de suas vidas, e que esse melhor momento revelasse as suas utopias enquanto sentimento revolucionário.

Foto: Aguinaldo de Jesus
Foto: Aguinaldo de Jesus

Maurílio Donizete – Equipe ACI

 

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