“Zodíaco” aborda a tensão do jornalismo investigativo

Em 1969, um casal é assassinado durante a noite por um homem encapuzado em Vallejo, na Califórnia. Alguns dias depois, o jornal San Francisco Chronicle recebe uma carta criptografada dizendo que, se os editores não a publicassem no jornal, mais vítimas apareceriam. É assim que se inicia o filme Zodíaco, de 2007, com roteiro de James Vanderbilt e direção de David Fincher, baseado em fatos reais e no livro Zodiac, de Robert Graysmith, um dos personagens do filme.

Assim que o jornal recebe a carta, do mesmo modo que alguns outros jornais também receberam, ela chama a atenção do cartunista Robert Graysmith (Jake Gyllenhaal), mas ele não é levado a sério pelos outros jornalistas. Quando ele decodifica e consegue descobrir alguns detalhes da mensagem enviada pelo assassino, ele começa a trabalhar com o repórter Paul Avery (Robert Downey Jr.) para levantar mais informações. A tensão vai aumentando durante a busca a cada vez que o jornal recebe mais uma carta, sempre com mais alguma ameaça, ou quando mais um assassinato suspeito ocorre.

O filme é um exemplo de como o estresse e a ansiedade podem dominar a atmosfera de um jornal quando um fato grave (e, nesse caso, misterioso) ocorre. Do mesmo modo, a produção mostra como o profissionalismo é crucial para que o pânico não seja levado para a população e para que as informações corretas sejam apuradas.

 

JP Ribeiro

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