A força da publicidade hoje

Há muito tempo, numa galáxia muito, muito distante, eu me formei em publicidade no departamento de Comunicação Social da UNITAU. De lá pra cá, muita coisa mudou.

O consumidor mudou, o anunciante mudou e, com isso, a agência tradicional também precisou mudar o seu modelo de negócio. Hoje, ela é um híbrido de agência de propaganda, startup tecnológica, produtora de conteúdo audiovisual e social media.

Se, no passado, o publicitário criava soluções de comunicação para o cliente, hoje em dia, ele precisa criar soluções de negócios. E essa solução não necessariamente é um anúncio: pode ser um aplicativo, uma web série ou até mesmo um produto de verdade.

O publicitário hoje precisa entender de Big Data, de inbound marketing, de inteligência artificial, de chatbots, métricas, storytelling, Google Analytics, Facebook, Instagram, Internet das Coisas, KPI (Key Performance Indicator) e mais um monte de coisas.

Mas uma coisa não mudou: a essência da nossa profissão. Aquilo que faz um publicitário ser publicitário. É preciso continuar sendo curioso, criativo, sedutor e solucionador de problemas. Marketing digital qualquer live ensina. O que diferencia um publicitário de um robô é a capacidade de gerar ideias. Ideias que vendem. Isso se aprende na faculdade e na vivência de mercado. Por isso, se eu pudesse dar um conselho aos jovens, eu diria: que a força criativa esteja com vocês. Hoje e sempre.

*Eduardo Spinelli é publicitário formado na UNITAU, roteirista e sócio-fundador da Molotov Propaganda

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