A influência dos desenhos animados no desenvolvimento da personalidade

Na infância é onde se molda as características mais peculiares do ser humano. As influências neste período se constituem desde as primeiras relações da mãe com o bebê e no decorrer da infância com as outras figuras que lhe são apresentadas tais como: outras pessoas da família, da escola, o ambiente onde vive do qual não se excluem as tecnologias (TV, rádio, Internet, smartphones e etc) que tanto estão em evidência nos últimos tempos.

Para cada geração, novos desenhos surgem, com mais heróis, mais cores, mais ação e aventura. Os desenhos animados, assim como os contos de fadas, podem ajudar a abordar termos e condutas fundamentais, mas que ela ainda não compreende — ou sequer já ouviu falar, ou seja, noção de moral, senso crítico, noção de certo e errado, bem e mal e consequências de atitudes consideradas inadequadas a partir da sociedade atual. Com uma linguagem simples e divertida, os desenhos se ajusta ao imaginário das crianças, que se envolvem e se identificam com as histórias e seus personagens.

As crianças têm tendência se identificarem com algum personagem de seus desenhos favoritos ao longo da história e é através dessa influência onde as crianças procuram agir de forma parecida com seu personagem favorito. Essa identificação age fazendo com que as crianças queiram roupas que tenham o personagem, brinquedos e fantasias para se sentir parecidos com os mesmos. Porém independente da idade os desenhos podem estimular não só a violência mas também a vaidade, a competição e o consumismo.

As mensagens publicitárias contidas na TV e na internet têm grande influência no crescimento do consumismo infantil. O nível de imersão midiática e digital em que as crianças estão expostas tem impulsionado o hábito, inconsciente, de pedir aos seus pais ou responsáveis cada vez mais produtos mesmo sem o real desejo ou necessidade.

Não é saudável uma criança ficar o tempo todo em frente de uma televisão ou do celular, Carlos de Souza, pai de dois meninos ainda entre os 10 anos de idade, diz que tudo tem um limite e que o excesso tempo de interação com as tecnologias é o que pode prejudicar o comportamento na infância.

Daí a importância dos pais observarem e até mesmo assistirem alguns desenhos juntos aos seus filhos, ver quem e o que tem servido de modelo para eles, e só assim orientá-los a dividir seu tempo com outras atividades e com os estudos. Do contrário, o resultado pode ser pernicioso e acaba por estimular os pequenos de forma negativa.

Ariane Galhardo

 

*conteúdo produzido pelos alunos do 2º semestre de jornalismo para a disciplina fotojornalismo

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